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Os melhores líderes são os mais humanos

19.01.2017

Opinião | Sofia Esteves

As diferentes perguntas que recebo são inspirações para novos posts. Recentemente me perguntaram:  “vamos lá, Sofia, na prática mesmo o que diferencia os meninos dos homens (ou as meninas das grandes mulheres) na liderança”? Pois bem. Então vamos falar um pouco sobre isso.

 

Na atual realidade do mercado de trabalho, mais do que competências técnicas – e, em alguns casos, até experiência – o que as empresas esperam dos executivos e executivas é maturidade, inteligência emocional, resiliência, visão de futuro e capacidade de lidar com cenários adversos para colocar sua estratégia em prática.

 

Os profissionais na alta liderança não precisam ser super-heróis, capazes de resolver todos os problemas e encontrar todas as soluções sozinhos. Ao contrário. Precisam, sim, ser pessoas que se conhecem muito bem, reconhecem seus pontos fracos, não têm problema em admiti-los e buscam as pessoas certas para fazer parte de sua equipe. Quanto mais humano esse líder for, mais admirado será pela sua equipe e mais empenho terá de cada um para cumprir tarefas e combinados.

 

Como até já falei aqui em um artigo anterior, na medida em que o time percebe o líder como alguém que também está sujeito ao erro, cria-se um círculo virtuoso de confiança e cooperação.

 

A figura do maestro ilustra bem o papel da liderança. Pode parecer clichê, mas gosto bastante dessa analogia. Ele (o maestro) tem competência para reger os músicos, mas sua atuação não faz o menor sentido sem a orquestra. E por isso tem se falado tanto que o líder é, essencialmente, um gestor de pessoas. É preciso estar atento ao talento de cada um e apoiar seu desenvolvimento para que a regência do maestro possa resultar em boa música. 

 

Se esse maestro estiver mais preocupado em salientar seu próprio brilho do que orientar e ouvir seus musicistas para garantir um excelente resultado, muito provavelmente não terá profissionais dispostos a serem regidos por ele no curto, no médio e no longo prazo. É exatamente isso que acontece no ambiente corporativo. Tanto que você já deve estar cansado de ler por aí que as pessoas costumam deixar os chefes e não necessariamente as empresas. Se você é líder de pessoas, vale a reflexão.

 

Sofia Esteves é Fundadora e Presidente do Grupo DMRH.
Texto originalmente postado no LinkedIn

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